Suicídio precisa ser visto como uma questão de saúde pública

Por Volney Araújo Costa, Psicólogo Clínico*

 

 

Hoje   vamos  abordar um tema  que  se fala muito pouco sobre ele.  O suicídio.

O verbo “suicidar-se”, a princípio, não deveria ser usado junto a um pronome reflexivo. O termo vem do latim sui (=”a si”) + Cida (=que mata). Suicidar, portanto, já significa “matar a si mesmo”. Apesar de redundante, o pronome já está consagrado pelo uso. Em alguns idiomas, como o inglês, o verbo suicidar(-se) não existe: uma pessoa comitês suicide, ou seja, comete suicídio. Moralmente errado, mas etimologicamente correto. 

Muitas vezes  a sociedade  se cala  diante  de algumas temáticas, pois, é difícil  falar,  tamanho  é o estigma, o tabu relacionado ao assunto. “Durante  a história da humanidade o suicídio foi “considerado  “ pecado “, talvez o pior deles.  Daí  carregamos este estigma, passado de geração em geração e com isto  não falamos , temos vergonha e medo de falar  abertamente sobre um problema de saúde publica . E para  que  desapareça temos que  desmistificar e  buscar  ajuda  para compreende lo melhor . E para isto precisamos de lutar contra  este tabu  que é fundamental  para que possamos preveni lo.  Quero  convoca lós (as) que falem sobre  a temática,  que esclareçam não se sinta envergonhadas  e nem discriminadas  ao tratar do assunto, pois, erros e preconceitos  vêm sendo  historicamente  sendo  repetidos. A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE,  alerta  para o aumento  de até 60% no número  de suicídios  nos últimos  45 anos em todo o mundo, representando  a terceira  causa morte  na faixa  etária de 15 a  35 anos em ambos os sexos ( WHO, 2001, p.5 ) Para cada suicídio, cinco a dez pessoas próximas sofrem graves consequências psicológicas, econômicas e sociais, são os chamados “sobreviventes” (WHO, 2008,  A cada ano há cerca de um milhão de mortes por suicídio no mundo, o que representa uma morte a cada 40 segundos. ( WHO,S/d ).

No Brasil foi observado um aumento no índice de suicídio de 43,8%, entre 1980 e 2005. Os números passaram de 3,2 para 4,6 por 100 mil pessoas (WHO, acesso em 29/04/10). Em 2007 a taxa de mortalidade por suicídio foi de 4,7 por 100 mil pessoas. Essa taxa não é uniforme, sendo mais elevada em determinados estados do país, especialmente Roraima (10,4), Rio Grande do Sul (9,9), Mato Grosso do Sul (8,1) e Santa Catarina (7,5). (DATASUS, acesso em 21/06/10) O suicídio é um fenômeno complexo que envolve múltiplas causas e que afeta, além de suas vítimas, os “sobreviventes”. Envolve também profissionais de saúde e de outros setores que direta ou indiretamente lidam com o problema no seu cotidiano. A partir do funcionamento de uma rede de vigilância, prevenção e controle, é possível que vários profissionais possam compartilhar informações referentes  à abordagem, ao acolhimento e ao tratamento. Lidar  com a temática não é tarefa fácil, é necessário  que os profissionais envolvidos sejam capacitados  para  desenvolver  algumas habilidades e competências. Compreender  a complexidade do fenômeno é fator  essencial, saber identificar as situações  de vulnerabilidade, e saber construir uma rede  de  prevenção  vigilância e controle. O desconhecimento  é tamanho que leva  a população a silenciar e formar  preconceitos  diante do tema, não sendo um problema  individual  e sim  um problema de toda a sociedade. Precisamos mudar nossa visão para que  toda  a sociedade possa  ser estimulada  a compreender o fenômeno e atuar nos diferentes meios da sociedade na sua vigilância, prevenção e controle. O suicídio nunca terá  sua causa única e isolada.  É um grupo de fatores  onde  se expressa um processo de crise vivido pela pessoa.  Diversos estudos mostram que o suicida deseja livrar-se de um sofrimento para o qual não está encontrando saída. ( BORGES, WERLANG e COPATTI, 2008; BOTEGA ET AL, 2006; SILVA ET AL, 2006ão).  Os  avanços  estão  começando,  o Brasil  contou no  mês de junho de  2016 na cidade de Belo Horizonte MG, com o primeiro congresso brasileiro de prevenção  ao suicídio  realizado pela  Associação Brasileira de Prevenção ao Suicídio, em parceria com o Congresso mineiro de Psiquiatria. O que  a sociedade acha que  não pode ser dito, é necessário dizer… e dizer  com conhecimento científico. Portanto  convoco  a todos (as)  que o setembro  seja  amarelo, amarelo  como nossos ipês que florescem a cada ano…

O meu  abraço !!!

* Volney Araújo Costa, Psicólogo Clínico; Especialista em

Tanatologia pela Fundação Universitária Mineira; Especialista

em Sexologia pela Faculdade de Medicina da USP;

Perito da Justiça Federal em Casos de Subtração Internacional

de Crianças e Adolescentes; Perito da Justiça do Estado de Minas Gerais, 1º Secretário da Associação Brasileira de Tratamento das Ofensas Sexuais – ABTOS;

Psicólogo no AMEFI – Ambulatório de Atendimento de

Famílias Incestuosas do Hospital das Clinicas da UFMG-BH

e Conselheiro Estadual de Assistencia Social. Palestrante

Contato: volneyaraujo@gmail.com, fone 31 99701 3636.

 

 

 

ICVC promove primeira reunião de reflexão da equipe técnica

ICVC promove primeira reunião de reflexão da equipe técnica

Um dia inteiro marcado por muitas reflexões, troca de experiência e roda de conversa. Foi assim a primeira reunião de reflexão da equipe técnica do Instituto Cabo Valério de Cidadania (ICVC), realizada nesta quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018, no Salão Social da ASPRA PM/BM, em Belo Horizonte.

Com a participação de uma equipe qualificada de profissionais (assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, entre outros), estagiários e voluntários, o encontro debateu temas importantes como direito da família, serviço social no processo de trabalho, a importância da pedagogia na abordagem institucional e desafios na adolescência.

O presidente do ICVC, José Ulisses da Silva, abriu os trabalhos dando as boas vindas aos participantes, destacando a importância da união e perseverança de todos envolvidos. A vice-diretora de Projetos e Assistente Social do ICVC, Rita Ana, fez um breve resumo sobre o trabalho social iniciado nos Colégios Tiradentes no ano de 2017. “Estamos aqui para conhecer o que fizemos, o que somos e o que pretendemos no futuro”, ressaltou Rita.

A primeira palestra foi da advogada Jennifer Moreira, que fez uma reflexão sobre a questão da responsabilização dos pais versus escola, pontuando alguns direitos das crianças, como direito à educação e à merenda. “É importante os pais participarem da vida do filho na escola, bem como de todo processo pedagógico, assim como é importante a escola cuidar bem dos alunos, pois se a instituição causar qualquer dano à criança, se responsabilizará por ela”, disse a advogada.

Logo depois, a psicopedagoga Cristina Cassimiro Dias, falou sobre a importância da pedagogia na abordagem institucional, focando na relação família/escola. “A principal base da educação é a família. A escola vem como complemento”, disse. Ela também demonstrou toda a realidade existente, atualmente, nas escolas e as interfaces da família. “Eu acredito na educação para a construção de um mundo melhor, mas o trabalho deve ser de todos, familiares e escola”, pontuou.

Na abertura dos trabalhos da tarde, a Assistente Social do ICVC, Deiva Procópio, ressaltou a importância do trabalho interdisciplinar na execução dos projetos, principalmente diante das diversas vulnerabilidades enfrentadas pelo público do projeto.

A reunião foi encerrada com uma roda de conversa, que contou com a participação dos psicólogos: Volney Lopes Araújo, especialista em sexologia e atendimento às famílias incestuosas, e, Valéria Correia, especialista em adolescência. Eles fizeram uma abordagem sobre o suicídio e apontou os mitos e verdades sobre o tema. Trouxeram dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que alertam para o aumento de até 60% no número de suicídios nos últimos 45 anos em todo o mundo. De acordo com Volney, o suicídio é a segunda causa de morte no mundo, sendo um suicídio a cada 40 segundos, com um número de 15 a 20 tentativas, na faixa etária de 15 a 29 anos em ambos os sexos. Dando continuidade no assunto, a psicóloga Valéria falou sobre os desafios e enfrentamentos da adolescência para tratar esse tema. (Todos os slides dessa roda de conversa serão disponibilizados no site do ICVC).

 

 

 

 

 

 

 

 

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Assista também ao vídeo:

 

Fonte: Fernanda Campos

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